A PRIMEIRA IMAGEM DE UM BURACO NEGRO

Por: Oscar Toshiaki Matsuura


Resumo:

Considere ao pé-da-letra a expressão “imagem de um buraco negro”, atribuindo a cada palavra o significadousual. Verá que ela não faz muito sentido e, se faz, soa estranha. É que a expressão é científica. Cada palavraadquiriu significado num vasto contexto de conceitos articulados numa teoria; esses conceitos, por sua vez,muitas vezes têm referências empíricas laboratoriais ou observacionais (astronômicas); o desenrolar histórico,normalmente imprevisível de descobertas observacionais ou de criações intelectuais, também adiciona às pala-vras, não explicações causais, mas meras referências casuais. Considerando a importância da popularização daciência, como meio de promover a necessária alfabetização e letramento científico do público em geral, resolvitirar vantagem da empolgação científica já suscitada pela grande mídia, quando anunciou a primeira imagem deum buraco negro. Não era mais preciso interessar as pessoas, pois elas já estavam interessadas no tema. Porém,notas quase telegráficas de jornais e noticiários atingem apenas superficialmente o público. Como teste de umaestratégia de divulgação científica e, também, como experimento de comunicação científica, decidi preparar eoferecer ao público um texto, antes de tudo elucidador do conteúdo científico e da complexa técnica de obtençãoda imagem, mas também crítico do modo científico de investigar a natureza e incitador da aplicação da ciência,na medida em que ela possa tornar o mundo melhor e mais humano.



​Confira o artigo completo em: https://periodicos.ufes.br/astronomia/article/view/31781/21244

Oscar Toshiaki Matsuura

Professor aposentado da Universidade de São Paulo, mantendo-se engajado a vários projetos, principalmente em meticulosas pesquisas na área de Astronomia, o que resultou na publicação de diversos livros, entre os quais dois volumes da História da Astronomia no Brasil, e contribuição com revistas especializadas no tema.

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