Movimentos Aparentes

Como as estrelas, o Sol, nasce sempre no oriente (lado do leste), isto é, à esquerda do observador que olha para o sul, culmina e põe-se no ocidente (lado do oeste).

À primeira vista poderíamos então pensar que o Sol é uma estrela simplesmente mais brilhante que às outras e que ocupa, na esfera celeste, uma posição fixa em relação às outras estrelas.

Isto, no entanto não é verdade! Com efeito:

Ao contrário das estrelas, o Sol não nasce nem se põe no mesmo ponto do horizonte, em dias consecutivos. Para um observador no Rio de Janeiro ou em São Paulo, em 22 de dezembro o Sol nasce a sudeste, culmina no zênite e põe-se a sudoeste. É nesse período do ano que a duração do dia é maior: o dia é mais longo que a noite.

A seguir, no correr dos dias e dos messes, o plano que contém a trajetória do Sol se desloca para o norte e consequentemente o ponto em que nasce o Sol se aproxima do leste, ao mesmo tempo em que o ponto em que se põe se aproxima do oeste.


A 21 de março, o Sol nasce exatamente a leste e se põe exatamente a oeste, mas culmina mais para o norte, em relação ao zênite: 23 a 24° mais ao norte, ou seja, a latitude do Rio ou de São Paulo. Nesse dia, 21 de março, a trajetória diurna do Sol é o equador celeste. Sendo o equador cortado e duas partes iguais pelo horizonte, noite e dia têm exatamente a mesma duração.


De março a junho a trajetória do Sol continua a se afastar para o norte. O dia torna-se mais curto que a noite. A 22 de julho o Sol nasce e se põe em pontos do horizonte ou mais ao norte de leste e oeste, respectivamente. Nesse dia, o Sol culmina no ponto mais afastado do zênite; é também o dia mais curto do ano.


Depois de 22 de junho e até 22 de dezembro seguinte, a trajetória solar volta para o sul, vindo ocupar, em sentido contrário, todas as posições que tinha ocupado antes. A duração dos dias volta a aumentar.


Assim é que, nesse vai-e-vem, a trajetória solar inverte seu movimento, duas vezes por ano. Na vizinhança dessas duas épocas, o deslocamento da trajetória de um dia para o outro é muito pouco sensível. Parece que, por alguns dias a trajetória é estacionária. Por isso, essas duas datas são chamadas de solstícios: o de 22 de dezembro é o solstício de verão; o de 22 de junho é o solstício de inverno.


Por causa da igualdade do dia e das noite, em 22 de setembro e 21 de março, o primeiro destes dias é chamado equinócio de outono e o segundo equinócio de primavera. O deslocamento da trajetória solar, na esfera celeste, é um dos fenômenos que diferenciam o comportamento do Sol do das outras estrelas.


Em consequência do deslocamento da sua trajetória, o Sol não ocupa uma posição fixa em relação às estrelas na esfera celeste. Se representarmos as posições sucessivas do Sol, dia após dia, na esfera celeste, descobriremos que ela descreve, em um ano, um círculo maior nessa esfera. Esse círculo é chamado eclíptica. O plano da eclíptica faz, com o plano do equador celeste, um angulo de 23 1/2°.


O Sol descreve a eclíptica em sentido contrário ao movimento de rotação das estrelas. Isto explica que, em relação as estrelas, o Sol se atrasa. É preciso não confundir os dois movimentos aparentes do Sol: o movimento diurno, de leste para oeste, compartilhado por todos os corpos celestes, e o movimento anual, em sentido inverso (de oeste para leste), muito mais lento, ao longo da eclíptica.


O Movimento Aparente da Lua O movimento aparente da Lua é basicamente semelhante ao do Sol; nasce no oriente, culmina, e põe-se no ocidente, e como o Sol, recua em relação às estrelas. No entanto, esse movimento é muito mais rápido do que o do Sol: 13° por dia em vez de 1°. De modo que, no decorrer de uma noite com Lua, podemos vê-la se deslocando de um constelação à outra. Por outro lado, a trajetória da Lua na esfera celeste não é tão simples quanto a do Sol, embora não se afaste muito da eclíptica: no máximo 5° de um lado e de outro. A intervalos de 27 1/3 dias, a Lua volta a ocupar a mesma posição na esfera celeste. Há um traço característico do fenômeno lunar: é a mudança de aspecto do disco da Lua, à medida em que descreve a sua trajetória na zona da eclíptica. Esses diferentes aspectos da Lua são chamados fases.



A Lua nova é quase invisível: apenas se vê um crescente brilhante muito fino, na borda do disco lunar. O crescente visível passa a aumentar, e aproximadamente uma semana depois da Lua nova, a metade do disco lunar é visível: é a meia Lua. Duas semanas depois da Lua nova, ou uma semana depois da meia Lua, a totalidade do disco lunar é visível: é a Lua cheia. A parte visível volta a diminuir, para chegar de novo à Lua nova, duas semanas da Lua cheia. O ciclo completo das fases lunares dura em média 29 1/2 dias.



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