O ASTROTURISMO COMO AÇÃO EMERGENTE NO TRADE DO TURISMO RURAL BRASILEIRO

Por: Audemário Prazeres

Presidente Fundador da Associação Astronômica de Pernambuco – A.A.P.

Pioneiro no Norte e Nordeste no desenvolvimento do Astroturismo

41 anos da divulgação e pesquisa na Astronomia

Instrutor por mais de 20 anos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR nas áreas de Turismo Rural, e Ecoturismo

Diretor da Astroideias Consultoria e Treinamentos


“A ciência não é uma ilusão. Ilusão seria acreditar que pudéssemos encontrar em outra fonte o que ela nos proporciona”

FREUD

O fascínio que o céu sempre exerceu sobre o homem está registrado no legado de todas as civilizações. O interesse pelo céu independe de idade. Velhos e crianças, todos se deixam cativar por sua beleza e pelos enigmas que ele esconde. A curiosidade das crianças pela Astronomia tem sido reconhecida e explorada até abusivamente pelos meios de comunicação: multiplicam-se as histórias fantásticas com naves espaciais, entes extraterrestres, cientistas estereotipados em astros desconhecidos. A pseudociência apresentada é incorreta e ilógica, criando uma alta expectativa em relação a eventos que nada têm a ver com os fatos astronômicos reais. Mesmo os que pretendem tratar seriamente a Astronomia costumam seguir essa tendência: os astrônomos são vistos usando instrumentos extremamente sofisticados e criando teorias complicadíssimas.

Não é de se estranhar, portanto, que os professores das escolas tenham receio de levar Astronomia para a sala de aula ou que, quando o fazem, se apeguem aos livros de texto. Os autores desses livros, por sua vez, pouco se afastam da reprodução do que encontraram em outros textos. À medida que as cópias se sucedem, as incorreções se multiplicam e as definições ficam cada vez mais dúbias. Exemplo disso é que tanto galáxias como constelações são definidas como “conjunto de estrelas”. É necessário salientar as diferenças: Constelações são regiões do céu arbitrárias, cuja configuração é resultado de um alinhamento esporádico, conforme a perspectiva do observador terrestre. Ao olharmos o céu podemos ver lado a lado astros próximos e distantes, assim como quando olhamos através de uma janela vemos quase superpostos objetos muito distantes entre si: a moldura da janela, edifícios e árvores, montanha, nuvens e a Lua. Qualquer objeto que se alinhe apropriadamente dentro dos limites de uma constelação, ainda que momentaneamente (ex.: planetas ou cometas), é considerado como “estando na constelação”, mesmo quando não visível a olho nu. Originalmente os limites das constelações eram pouco definidos, acompanhando os desenhos dos entes que lhes davam o nome e tendo extensão variada em mapas celestes diferentes. Atualmente uma convenção internacional definiu os limites das constelações através de contornos regulares, preenchendo todo o espaço do céu. Desse modo, todo e qualquer astro, visível ou não, pertencerá a uma constelação em determinado instante. As constelações diferem muito em área, sendo uma das menores, o Cruzeiro do Sul.

Galáxias são imensos conjuntos de estrelas, relativamente isoladas no espaço, que formam um sistema auto gravitante, isto é, as forças gravitacionais são suficientemente fortes para manter uma estrutura estável. Geralmente possuem um núcleo central relativamente esférico, circundado por uma região achatada em forma de disco que, além de estrelas, contém gás e poeira que às vezes tem estrutura espiral. Como o Sol está no disco de nossa galáxia, a contribuição integrada das estrelas (centenas de bilhões de estrelas) aparece no céu como uma faixa nebulosa onde também se observa maior número de estrelas visíveis: a Via Láctea. Nela, também existem nebulosas gasosas, além de zonas escuras como o Saco de Carvão no Cruzeiro do Sul, devido a nuvens interestelares de poeira e gás, que absorve a luz das estrelas mais distantes.

De modo semelhante, as trajetórias (órbitas) dos planetas ficam numa faixa do céu denominada zodíaco, onde também se encontra a trajetória do Sol, a eclíptica. Todos esses fatos podem ser obtidos a partir de observações a olho nu que devemos incentivar aos participantes de um possível curso “Abra Sua Janela Para o Céu”.

Infelizmente é usual apresentar o Sistema Solar através de esboços vistos de fora numa perspectiva jamais vista por humanos, ignorando o fato de sermos habitantes de um planeta inserido no próprio sistema e resultado da situação cósmica em que vivemos. Nunca se chama atenção para a correspondência entre o modelo descrito e o que se vê no céu.

É notável a organização e imutabilidade dos astros: as constelações, nomeadas por povos do Mediterrâneo, ainda apresentam essencialmente a mesma configuração; os planetas continuam seu caminho no zodíaco; o Sol e a Lua repetem sempre os mesmos ciclos, originando, dia e noite, marés e estações. Esses fatos familiares, que foram e continuam incorporados a vida cotidiana, impressionaram os antigos a ponto de terem dominado suas religiões e continuam fascinando as pessoas mesmo que os mecanismos que os governam não sejam compreendidos. A ordem dos fenômenos celestes inspirou fortemente o homem em seus primeiros passos no caminho do estabelecimento do método científico. Deveríamos aproveitar mais a atração que ela exerce sobre as pessoas interessadas, para ilustrar nossas aulas e para mostrar como as teorias científicas se desenvolvem. Inclusive, destacar a importância da pratica da Astronomia Amadora, que sempre contribuiu em descobertas relevantes para o conhecimento humano nesta ciência.

A Astronomia é, hoje em dia, uma das poucas Ciências em que o amador tem vez. São muitas as surpresas que aguardam aqueles que se “envolvem” na observação e no estudo dos astros. Bem diferente das demais Ciências, a Astronomia tem sido uma Ciência capaz de congregar e unir pessoas em todo o lugar, por essa razão é que vemos tantas instituições amadoras ou não, pelo o mundo, onde prevalece a mesma meta: “Ter uma melhor compreensão sobre o contexto em que estamos inseridos”. Nesse aspecto, a figura do astrônomo vem se mostrando ao longo dos anos, de uma importância fundamental. Onde mesmo não tendo uma qualificação profissional em Astronomia, realizam, os amadores, um trabalho observacional com princípios e dedicação cientifica, em que muitas vezes estão em parcerias com vários profissionais espalhados pelo mundo.

Inclusive, muitos possuem seus instrumentos instalados em observatórios particulares, onde desenvolvem suas observações com seriedade e ao mesmo tempo, com prazer, contribuem e muito para o desenvolvimento dessa fantástica Ciência. Dessa forma, desenvolver o Astroturismo é um importante meio de popularizar ainda mais a Ciência Astronômica uma vez ser possível a prática observacional entre as pessoas participantes nas quais quem sabe venhamos formar posteriormente astrônomos amadores nos quais são observacionais sistemáticos. Como também, a visibilidade da Abóbada Celeste, encontrada nas cidades do interior, é de excelente qualidade, mediante a diminuição da Poluição Luminosa e atmosférica existentes em algumas cidades dessa região sendo para nós que desenvolvemos a Astronomia uma belíssima oportunidade de pesquisa e contemplação.

FATORES INIBIDORES DO ASTROTURISMO NO TRADE DO TURISMO RURAL BRASILEIRO:


1) Todo esse glamour que envolve o Astroturismo se esbarra no conservadorismo muito presente em uma maioria dos empreendedores do Turismo Rural brasileiro. E isso é fácil entendermos mediante muitos desses equipamentos destinados ao Turismo do meio rural são também residências desses empreendedores, ou locais que deram origem as suas famílias. Com isso, abrir espaço para ações inovadoras que fogem dos serviços tradicionais disponíveis em seus equipamentos não é uma tarefa fácil de convencimento;

2) Um outro fator complicador quando levarmos o Astroturismo para o trade do Turismo Rural brasileiro, é o receio desses empreendedores darem posteriormente continuidade a este serviço uma vez não assimilarem os conhecimentos básicos de Astronomia, e da Mecânica Celeste. Com isso, torna-se uma dificuldade elaborar um cronograma de datas relacionadas aos eventos astronômicos, e de mensurarem valores de custos para elaborarem “PACOTES” relacionados ao desenvolvimento das ações de Astroturismo. Afinal, como medir os custos de algo disposto no Firmamento gratuitamente que são os astros e seus fenômenos?

3) Um outro dado relevante, é quando os empreendedores pensam em comprar equipamentos para desenvolverem o Astroturismo no seu empreendimento. Pois, não sabem modelo adequado de instrumento, e acessórios onde de certo modo são caros necessitando de uma boa manutenção, e local apropriado para proporcionar o Astroturismo com a sua clientela;

4) Alguns empreendedores do setor não acreditam no Astroturismo como um serviço que atraia visitantes (clientela) de forma rotineira em seu empreendimento. Dessa forma, não seleciona um funcionário já existente para uma capacitação em Astroturismo, e até por não saberem onde esses cursos estão disponíveis;

5) Alguns empreendedores do setor se sentem retraídos em levar conhecimento cientifico para a sua clientela uma vez entenderem que os mesmos buscam quietude, e um certo “desligamento” de suas rotinas estressantes onde atuar com Ciência com eles é algo “pesado”, e monótono;

6) A esmagadora maioria dos empreendedores em Turismo Rural imagina ser de alto custo firmarem parcerias com pessoas, ou entidades experientes em Astronomia nas quais possam prestar esse serviço com os seus equipamentos, e didática pedagógica que permitam nesses eventos uma contemplação dos astros no firmamento com alegria e descontração;


A IDÉIA DA ASTRONOMIA COMO PARCEIRA DO TURISMO RURAL


A Astroideias, empresa MEI mantenedora da Associação Astronômica de Pernambuco – A.A.P., uma entidade fundada em 1985 que divulga, e desenvolve a Astronomia Observacional Sistemática há 36 anos, entende a razão do caráter dinâmico que é a atividade turística no trade do Turismo Rural é pujante. Dessa forma, e somado à necessidade da promoção de novos serviços que podem ser ofertados nos empreendimentos turísticos, defende, e desenvolve o Astroturismo como uma forma promissora, e incontestável para ser implantada nos empreendimentos turismos visando novas opções do lazer contemplativo. Afinal, atuamos em:


a) Ministramos cursos práticos com Certificação em Astroturismo;

b) Criamos cronogramas com datas dos astros visíveis no Firmamento e seus fenômenos direcionados para a prática da contemplação com o Astroturismo de forma personalizada para a sua localidade, e público estimado ao seu empreendimento;

c) Podemos instituir um contrato voltado no desenvolvimento de atividades práticas no Astroturismo em seu empreendimento com instrumentos e acessórios próprios sem grandes custos;

d) Desenvolvemos uma programação diurna, e noturna com diversas dinâmicas, palestras, e oficinas independente das ações observacionais programadas com os visitantes que remetem aos astros que se mostram dispostos no Firmamento;

e) Incentivamos, e divulgamos em nossa imensa mídia os empreendimentos que pretendem desenvolver o Astroturismo;

f) Sempre abordamos uma linguagem pedagógica, respeitando cada nível intelectual do público presente. Pois, nossa intenção não visa forjar “cientistas”, e sim, abordar de forma clara as dúvidas básicas recorrentes daqueles que olham os astros, e seus fenômenos no Firmamento;


O QUE FAZER DE ASTROTURISMO EM SEU EMPREENDIMENTO NESSES MOMENTOS DE PANDEMIA?


Antes de responder a esta pergunta, não podemos deixar de evidenciar que o Turismo Rural no Brasil é um segmento relativamente novo, e independente de uma pandemia mundial, ele se mostra em fase de expansão no Brasil provavelmente por duas razões iniciais:


1) A maioria dos empreendedores no Turismo Rural são ao mesmo tempo, produtores e criadores rurais (inclusive, existe um conceito onde para ser do Turismo Rural, o empreendimento deva ser produtivo no segmento rural). Assim sendo, o empreendedor ainda necessita de uma busca para diversificar sua fonte de renda, ou agregar valores nos quais amenizam os seus custos de produtor e criador que possui;

2) Bem como, existe uma “vontade” dos moradores localizados nos centros urbanos de reencontrar suas raízes, de conviver com a natureza, com os modos de vida, tradições, costumes e com as formas de produção das populações do interior que ainda necessitam de uma atenção em motivá-los;


Partindo dessas duas premissas, o desenvolvimento do Astroturismo pode ser um novo serviço que traga grandes vantagens agregadoras ao seu empreendimento. Afinal, pode-se somar na programação astroturistica produtos nos quais os equipamentos já possuem como por exemplo, o desenvolvimento de uma NOITE DOS ASTROS onde durante o evento é oferecido fondue de queijo, chocolate, momento de vinho em volta de uma fogueira tendo no repertório da Astroideias a narrativa de histórias relacionadas as lendas mitológicas associadas nas Constelações, explicações cientificas do que são os OVNIS, horóscopos, e demais crendices muito peculiar na maioria das pessoas que desconhecem a mecânica do Firmamento, etc. Afinal, como afirma certo adágio: “A noite é uma criança”, e muito se tem o que atuar no Astroturismo durante uma noite pode ser agregado diversos itens de consumo, e serviços.

Por outro lado, o Astroturismo é sempre inspirador para muitos que residem nos grandes centros urbanos que gostariam de ver nas oculares dos telescópios os astros que não são visíveis onde moram por conta da forte poluição luminosa e atmosférica que convivem. Então, ter a oportunidade de terem como “guia” um astrônomo com telescópios é algo que os motiva em comprarem um “Pacote” para hospedagem nos empreendimentos turísticos. Afinal, existe uma certa necessidade extremamente importante em diversas pessoas que buscam o esplendor da abóbada celeste no que se mostram em algumas localidades dos empreendimentos de Turismo Rural no Brasil com um céu que se assemelha a um verdadeiro PLANETÁRIO NATURAL.

Então, os primeiros passos que sugerirmos diante essa pandemia na qual ainda não foi restabelecido por completo o “ir” e “vir” livremente das pessoas, são os seguintes:


a) O seu empreendimento deve divulgar as potencialidades que possui para o desenvolvimento do Astroturismo. Para isso, obter imagens de astrofotografia dos astros registradas em seu empreendimento é de fundamental importância. Não faça uso de imagens coletadas na WEB uma vez muitas são modificadas digitalmente, ou inacessíveis aos instrumentos dispostos em seu empreendimento;

b) Informe os eventuais serviços extras que são agregados em uma “NOITE DOS ASTROS” em seu empreendimento. Uma noite com fondue de queijo, chocolate, vinhos, música instrumental, chocolate quente em volta de uma fogueira, declamação de poesias, lendas folclóricas e mitológicas, contadores de histórias, rodadas de café e bolos, e demais pratos culinários durante os eventos de Astroturismo é fundamental. Afinal, alguns panificadores sempre dizem que “o lucro de uma padaria não se mostra no pão, e sim, nos demais itens que se colocam no pão quando se vai a uma padaria” (pense nisso !!!);

c) Mostre imagens, e vídeos do ambiente reservado para a realização do Astroturismo. Pois, evidenciar que as instalações são aconchegantes, e não de forma bruta em um ambiente aberto é muito importante. Pois, é muito desagradável dispor de um momento prático de Astroturismo em um local onde não se teve o cuidado de tirar pequenas pedras, e ervas daninhas uma vez o local se mostrar no escuro onde fatalmente ocorre o receio de não saberem em que estão pisando;

d) É fundamental disponibilizar repelentes aos visitantes (clientela). Pois, dependendo na localidade da prática do Astroturismo, ou estação do ano, temos uma incidência maior de insetos;

e) Evidenciar que todo o trajeto do empreendimento até o local das práticas de Astroturismo são em trilhas (caminhos) já abertas, e que são sinalizadas para fins noturno, e que os guias vão estar com lanternas para ajudar no trajeto;

f) Procure nessas campanhas de divulgação do seu empreendimento atuar com o Astroturismo, agregar pessoas e empresas que já atuam com o segmento do Astroturismo. Pois isso conota agregar VALOR na investida que pretendes desenvolver;

g) Comece divulgando em suas mídias em ambientes relacionados aos simpatizantes com o Turismo, e nos ambientes educacionais. Pois, escolas podem fechar um pacote visando proporcionar aos seus alunos e professores um momento de contemplação dos astros de modo assistido por um ASTRÔNOMO;

h) Analise a quantidade de “curtições”, e “comentários” nessas suas divulgações, e comece a selecionar “perfis” de clientes que topariam adquirir um “PACOTE” de Astroturismo. Dessa forma, você pode instituir no seu empreendimento um momento “piloto” de Astroturiismo com esses interessados onde depois de realizado, as imagens e depoimentos deles vão ser uma verdadeira “mão na roda” para alavancar o fechamento de outros pacotes;

i) Sempre é interessante agregar nas "Noites dos Astros" uma apresentação da cultura popular, ou promover o "FORRÓ DOS PLANETAS", onde os visitantes previamente ficam sabendo sobre as órbitas dos planetas, e depois se divertem com um forró animado no restante da noite;

Nós da Astroideias entendemos que a viabilização do desenvolvimento do Astroturismo no Brasil, deve visar a união da ASTRONOMIA com o TURISMO RURAL como algo bastante promissor, e não aquele Astroturismo desenvolvido no seio das instituições astronômicas nas quais não possuem o “Know-how”, ou “expertise” em lidar com uma linguagem pedagógica para o público do Turismo Rural, e sim, apenas com a pratica de uma abordagem aos visitantes regulares em suas instituições, o que é bem diferente dos visitantes que estão no momento do Turismo Rural. Afinal, a EMOÇÃO das pessoas se mostram diferentes quando estão expostas de maneira natural, e nos ambientes tradicionais de um observatório. Inclusive, o imaginário das pessoas é outro uma vez no Turismo Rural podemos fazer uso de “fantasias” que despertam mais o imaginário das pessoas onde estando elas em um ambiente formal de Ciência, ou por alguém que possua um vocabulário excessivo técnico, e por vezes, recriminatório diante as expressões populares associadas aos fenômenos astronômicos, não se permite o lado alegre que as “fantasias” proporcionam onde esta ação pertence ao campo do Turismo.

Diante do que já foi aqui exposto, e fazendo lembrar como referência as recomendações da Carta de Santa Maria, realizada no I Congresso Internacional de Turismo Rural, em Santa Maria no Rio Grande do Sul em Maio de 1998. Ressaltamos a seguinte citação:


“...que as instituições governamentais estabeleçam, em parceria com a iniciativa privada, políticas e diretrizes voltadas para o segmento do Turismo Rural”.


Partindo desse princípio, nós da ASTROIDEIAS que somos mantenedora da Associação Astronômica de Pernambuco – A.A.P., estamos à disposição para estabelecermos diálogos que visam o desenvolvimento das práticas do Astroturismo em seu empreendimento do Turismo Rural. Nosso contato: astronomiaaap@gmail.com













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