ENQUANTO A ASTRONOMIA ESTUDA O "PASSADO", A RADIOASTRONOMIA VLF ESTUDA O "PRESENTE"...

Por: Audemário Prazeres

Presidente Fundador da A.A.P.


Olá, tudo bem? Como vai você? Interessada (o) pelas ondas eletromagnéticas da Radioastronomia?


Então, fique certa (o), que esta Divisão pretende justamente atuar em inseri-la (o) nas ondas de rádio de maneira possível, sem grandes complicações. Mas antes, se faz necessário “ajustarmos” algumas “leituras” para melhor você evoluir do “estágio” que por vezes se mostra como um mero interesse de curiosidade, para galgar em desenvolver suas atividades de maneira empolgante que visa o crescimento e solidificação dessa Ciência.


Pois bem, é sabido que a Radioastronomia não deixa de ser um ramo da Astronomia. Afinal, com ela estudamos as radiações eletromagnéticas emitidas ou refletidas por determinados astros. Esse processo de captação das ondas eletromagnéticas é feito por um receptor chamado de radiômetro, ou radiotelescópio nos quais são acoplados a uma, ou mais antenas de diversos modelos construídas para determinados fins de frequência que se mostra o receptor. Com isso, a linha de ação da Radioastronomia se mostra muito vasta tão quão se mostram as linhas de ações da Astronomia com os seus equipamentos ópticos. Assim sendo, mediante esse vasto campo de atuação, esta Divisão vai desenvolver suas atividades práticas e teóricas no espectro de rádio constituído nas frequências muito baixas, onde algumas literaturas conceituam como sendo “Muito Baixas Frequências (MBF)”, e/ou “Very Low Frequency (VLF)” que compreende de 15 a 30 kHz (embora encontramos literaturas que ampliam para menor essas frequências que vão de 3 a 30 kHz).


Os motivos pelo quais iremos atuar nas frequências em VLF se mostram pautados nos seguintes fatores:


a) Uma certa facilidade na construção dos receptores em VLF, que se mostram com componentes de fácil obtenção, com preços acessíveis, onde geralmente dois ou três transistores, alguns resistores e capacitores considerados comuns, e associado a uma antena Loop (Antena de Quadro), já é possível perscrutar as ondas eletromagnéticas associando estudos que comtemplam hobbystas, e quiçá contribuintes cientificamente com as pesquisas radioastronômicas;


b) Atuar em VLF, é “pegar” sinais cujos “ritmos” estejam “lá em baixo” da escala de frequências que vai de poucos Hertz, até algumas dezenas de quilohertz. Tais frequências são tão baixas que se fossem manifestações puramente acústicas (mecânica e não eletromagnéticas) poderiam até serem captadas diretamente pelos nossos ouvidos. Desse modo, é necessário um receptor (radiotelescópio) para que venhamos escutá-lo, uma antena, e um computador para analisarmos os registros;


c) Podemos captar nas frequências de VLF descargas atmosféricas distantes; distúrbios elétricos ou magnéticos na atmosfera; explosões nucleares, e emissões de energia para aqueles que aprecia, objetos voadores não identificados. Mas, o que nos vale é explosões solares oriundas do surgimento das manchas solares;


d) As frequências de MBF (VLF) por serem bem baixas, se mostra fora das interferências dos aparelhos eletrônicos, telefonia e celulares. A única interferência que devemos nos preocupar é justamente no “campo” de 60 Hz gerado pela instalação elétrica nossa casa e do entorno. O que podemos fazer é amenizar ao máximo possível esse “ronco” continuado que captamos no nosso receptor e antena onde teremos que ter um excelente (não é apenas “bom”) aterramento no receptor, e em alguns casos, um aterramento isolado direto na antena de Quadro (Loop) onde mesmo com todo esse aterramento não ficamos livre dele quando estamos envolto em grandes centros urbanos. Mas, amenizá-lo já é o grande feito; e) Se faz necessário ao aficionado (a) em querer desenvolver a Radioastronomia, possuir um conhecimento básico (até mínimo) em Eletrônica. Pois, os esquemas eletrônicos para montagem dos receptores e antena que até iremos divulgar nesta Divisão, exigir um certo conhecimento para melhor compreender as partes do circuito em operação, e por conseguinte, saber os componentes eletrônicos das placas de circuito impresso na hora da montagem;


f) A Radioastronomia pode ser desenvolvida havendo céu nublado onde com a Astronomia óptica as nuvens atrapalham e muito nossas observações. Como também, você pode configurar os programas registradores instalados no computador para ficar registrando os sinais captados sem necessariamente você estar "in loco". Dessa forma, você pode formar um banco de dados e analisá-los paulatinamente depois;


A Divisão de Radioastronomia pretende orientar, e motivar os aficionados para que os mesmos venham possuir os seus próprios receptores formando uma Estação em sua localidade para juntos, criarmos uma REDE DE VLF DA A.A.P., seja com integrantes do Brasil, ou fora dele. Como a Associação Astronômica de Pernambuco – A.A.P., possui em operação um Radiotelescópio VLF acoplado a uma antena de Quadro (vejam as imagens), e faz parte do Programa INSPIRE da NASA com um receptor também de VLF para estudos relacionados aos fenômenos sferics, podemos estabelecer um intercâmbio entre os aficionados pela Radioastronomia agregando não apenas o lado teórico, e sim, o lado prático. Afinal, é do conhecimento de muitos que o Brasil ainda se mostra nessa atividade muito carente, e por vezes, com iniciativas modestas, e isoladas nesse segmento cientifico. Assim sendo, sem estar acometido de uma pretensão exacerbada, é intenção desta Divisão de Radioastronomia é colaborar nos caminhos para mudar esse quadro.


A.A.P.


Abaixo algumas imagens do Radiotelescópio em operação da A.A.P., desde 1999, em VLF.








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